18.2.09

Descobrimentos

Sempre achei estranho quando me deparava com a surpresa que sentiam certas civilizações pelas descobertas absolutamente óbvias para a sociedade contemporânea.
Não sei dizer exatamente se minha sensação relacionava-se com imaginá-los sem o conhecimento disso ou de pensar como talvez fossem mais inocentes que nós por isso.
Contudo, o que mais me toma a atenção nisso tudo, quando reflito, é a questão de sabermos mesmo tais pressupostos ou não? Minhas exclamações ou suspiros em certas aulas, deveras, me fazem refletir que todo o conhecimento obtido e que, a princípio, deveria já estar calcado e sabido por todos, na verdade é desconhecido.
Veja a questão de temporalidade linear. Parecia-me tão óbvia, mas, pela leitura do passado, agora me parece tão extremament complexa que não consigo processá-la ao todo. Ainda mais caótica fica minha mente ao pensar que as utopias são também ucronias, pelo simples fato de não haver futuro nem passado, mas somente um presente contínuno e infinito. Ora, se tem-se a perfectibilidade, não é necessário qualquer alteração nem agora, nem antes e quanto menos depois. Assim continuar-se-á num contínuo estático e não pode haver lembraças de como se era, afinal era tudo do mesmo jeito.
Sei que preciso ler mais, mas me leva a pensar que não há morte, nem deveria haver nascimento, portanto, não se necessitaria de perguntas para o sentido de qualquer coisa...
Agora, responsa sinceramente: você consegue pensar na ausência de tempo? Em sua não linearidade? E como é que isso lhe fica inculcado se nem ao menos havia parado para refletir sobre fenomenal conceito?
Incógnitas.

Um comentário: