6.4.09

Alice na Matrix

Já dizia o velho ditado: o que é real?
Aquilo que você concebe em sua mente que o seja; ou o mundo que se concebe das relações interpessoais, o qual é um produto das somas das imagens que cada um cria de si mesmo para mostrar aos outros; ou ainda, o mundo produzido na mente dos outros, o que teria como consequência que o seu não fosse real, de modo que você poderia ser encarada como louco, uma vez fora da realidade.
Acredito que posso ir mais além em função de hoje. Quem é real? Ou ainda melhor, que conhece alguém real? Quanto mais caminho pelos vastos campos da minha consciência em meio ao tempo, mais percebo a evanescência da essência de cada um.
Engraçado como em razão disso tudo tento eu ser real para mim mesma, buscando um coerência interna e externa. Nem sempre consigo, é verdade, mas mostro-me também em construção e mostro essa construção aos outros...
Talvez o 'perigo' esteja em perceber que aqueles que você julga reais jamais existiram, portanto seus alicerces nada mais são que sua fértil imaginação que ainda não foi envolta de nada próximo do azul.
Acho que gostaria de ser Alice, gostaria de ser Neo e ter, portanto, a escolha. 

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