Há correntes entre meus pés
Entre minhas mãos
Entre mim e a porta
A porta que tem mais luz
Que tem mais brilho
Que carrega mais sonhos e que faz com que eu feche os olhos
As correntes estão me machucando esses dias...
Há uma vontade imensa de quebrá-las e desfazer-me delas
Jogar-lhes ao longe
E finalmente somente ter mãos em mãos
Busco a solução para esta coisa complicada
Mas talvez a própria solução é que seja complicada
Que me foge e me altera em formas e maneiras
Poderia ser tudo mais simples como tomar chá mate
Ah podia!
Duas ou três colheres de chá, um pouco de açúcar, um pouco de água
Água fervente!
Uma xícara, e pronto!
Mas tudo e mais e o ar que me caem como que densos, pesados
Percebo um grito surdo em mim
Que não sabe se vai, não sabe se fica
Não sabe o que é
E entristece
A Gravidade do amor disse que o que eu preciso e tudo o que eu sinto são “apenas” perguntas do dia
Mas este dia esta como que um ano
Um ano que corre como uma corrente
Talvez fosse
Ah talvez fosse sim!
Devo me virar, e cheirar o que não vejo, ou melhor, o que eu sonho
Mas quero sentir ao fundo
E tomar meus sonhos as mãos
Porém minhas correntes...
É duro isto...
As pessoas
O vento
O cheiro e a musica
Venham, venham!!!
Minhas escolhas, tenho tanta certeza e confiança delas
Mas para chegar até elas sei que tenho ainda um caminho
Um percurso
Com coisas que talvez sejam difíceis para dizer
Ah me de chá mate!
É bem mais fácil!
E uma torrada por favor...
Pudera eu ser mais explosiva e não implosiva
Talvez fosse mais fácil se tudo estivesse explodido às fuças!
E não ficasse explodindo todos os dias em mim
Mas se assim o fosse não seria a ElfaNaja
Ah menina!
Contudo o apaziguo me faz dormir e até sonhar com o vestidinho medieval de princesinha
Pareço menina
E peço um doce como que tivera 3 anos
Ah HÁ!
Menos, cada vez menos...
ElfaNaja
Enigma - Gravity of Love
Enya May it Be
______________________________
Comentários (6)
Claudinei Barbosa - 1 Mar., 2006
Liberdade,
É o que todos nós queremos
Sermos senhores de nossas vidas
Únicos responsáveis pela nossa existência
Não ter que responder a ninguém sobre nada
Queremos sambar ao som de Mozart
Simplesmente por ter a certeza que ele foi o primeiro punk
Ou o primeiro grunge
ou o primeiro clubber
(não, este foi Byron)
Libertas quae sera tamem - já gritaram os Inconfidentes
Mas eles queriam realmente a liberdade?
Eles queriam mesmo a incerteza do futuro?
A falta de tutela de seus pais, irmãos, amigos, amores?
Ser um ser autonomo?
Esta é a busca de muitos
Mas acabam se tornando automatos, reféns de sua própria liberdade
Impondo condições a si mesmo que são insuportáveis
Os grilhões não existem para impedir que conheçam o mundo,
Apenas para protegê-los
A princesa talvez não esteja pronta para decidir que vestido usará no noivado do Conde
É por isso que sua aia sempre está por perto
A questão de quem manda e quem obedece é mais complexa
O rabo pode (e deve) balançar o cachorro
Pois ele enxerga tudo o que passou,
tudo o que o cão acredita que não tem mais importância.
Mas o que importa o que o rabo pense
Ele não pensa
Apenas lembra
Ele não guia
É levado pelos caminhos
E não sofre com a fome do cão
A ignorência é uma sagrada benção
Bendito sejam os ignorantes e os mansos, pois será deles o reino dos céus
Prefiro o inferno da Terra e poder ser honesto e sincero
Que sofra pela dor das correntes que queira arrebentar
Elas não são eternas e,
quando elas não mais presas à sua carne,
que possa voar pelo mundo atrás de mais amor e dor
Não ficar parado no mesmo lugar,
ainda achando que lanças estão apontadas para seu pescoço...
Entre minhas mãos
Entre mim e a porta
A porta que tem mais luz
Que tem mais brilho
Que carrega mais sonhos e que faz com que eu feche os olhos
As correntes estão me machucando esses dias...
Há uma vontade imensa de quebrá-las e desfazer-me delas
Jogar-lhes ao longe
E finalmente somente ter mãos em mãos
Busco a solução para esta coisa complicada
Mas talvez a própria solução é que seja complicada
Que me foge e me altera em formas e maneiras
Poderia ser tudo mais simples como tomar chá mate
Ah podia!
Duas ou três colheres de chá, um pouco de açúcar, um pouco de água
Água fervente!
Uma xícara, e pronto!
Mas tudo e mais e o ar que me caem como que densos, pesados
Percebo um grito surdo em mim
Que não sabe se vai, não sabe se fica
Não sabe o que é
E entristece
A Gravidade do amor disse que o que eu preciso e tudo o que eu sinto são “apenas” perguntas do dia
Mas este dia esta como que um ano
Um ano que corre como uma corrente
Talvez fosse
Ah talvez fosse sim!
Devo me virar, e cheirar o que não vejo, ou melhor, o que eu sonho
Mas quero sentir ao fundo
E tomar meus sonhos as mãos
Porém minhas correntes...
É duro isto...
As pessoas
O vento
O cheiro e a musica
Venham, venham!!!
Minhas escolhas, tenho tanta certeza e confiança delas
Mas para chegar até elas sei que tenho ainda um caminho
Um percurso
Com coisas que talvez sejam difíceis para dizer
Ah me de chá mate!
É bem mais fácil!
E uma torrada por favor...
Pudera eu ser mais explosiva e não implosiva
Talvez fosse mais fácil se tudo estivesse explodido às fuças!
E não ficasse explodindo todos os dias em mim
Mas se assim o fosse não seria a ElfaNaja
Ah menina!
Contudo o apaziguo me faz dormir e até sonhar com o vestidinho medieval de princesinha
Pareço menina
E peço um doce como que tivera 3 anos
Ah HÁ!
Menos, cada vez menos...
ElfaNaja
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Comentários (6)
Claudinei Barbosa - 1 Mar., 2006
Liberdade,
É o que todos nós queremos
Sermos senhores de nossas vidas
Únicos responsáveis pela nossa existência
Não ter que responder a ninguém sobre nada
Queremos sambar ao som de Mozart
Simplesmente por ter a certeza que ele foi o primeiro punk
Ou o primeiro grunge
ou o primeiro clubber
(não, este foi Byron)
Libertas quae sera tamem - já gritaram os Inconfidentes
Mas eles queriam realmente a liberdade?
Eles queriam mesmo a incerteza do futuro?
A falta de tutela de seus pais, irmãos, amigos, amores?
Ser um ser autonomo?
Esta é a busca de muitos
Mas acabam se tornando automatos, reféns de sua própria liberdade
Impondo condições a si mesmo que são insuportáveis
Os grilhões não existem para impedir que conheçam o mundo,
Apenas para protegê-los
A princesa talvez não esteja pronta para decidir que vestido usará no noivado do Conde
É por isso que sua aia sempre está por perto
A questão de quem manda e quem obedece é mais complexa
O rabo pode (e deve) balançar o cachorro
Pois ele enxerga tudo o que passou,
tudo o que o cão acredita que não tem mais importância.
Mas o que importa o que o rabo pense
Ele não pensa
Apenas lembra
Ele não guia
É levado pelos caminhos
E não sofre com a fome do cão
A ignorência é uma sagrada benção
Bendito sejam os ignorantes e os mansos, pois será deles o reino dos céus
Prefiro o inferno da Terra e poder ser honesto e sincero
Que sofra pela dor das correntes que queira arrebentar
Elas não são eternas e,
quando elas não mais presas à sua carne,
que possa voar pelo mundo atrás de mais amor e dor
Não ficar parado no mesmo lugar,
ainda achando que lanças estão apontadas para seu pescoço...
Bia - 2 Mar., 2006
Olá Milene!! td bem?? Vixi qto tempo que vc não escreve hein?? É agora as aulas vão voltar e vai ficar difícil postar sempre ;///
Legal seu poema ;DDD
Bom, é isso ai!!
Bjão ;***********
Cris - 4 Mar., 2006
Mi! Será q dessa vez ele me deixa comentar??
Poema lindo, hein?? Adoro ler o q vc escreve.. entao escreva mais, viu?? hehe.
Mas sobre ele... tome seu chá, moça, coma sua torrada e grite o qto for necessário até se sentir livre e feliz. Solte as amarras q te impedem de voar, pois não nascemos pra ficar presos ao chão.
Bjus e sorrisos.
Esmeralda - 15 Mar., 2006
Oi vim te deixar um beijinhuuuuuu...passa la no meu..........
Alan Rogério - 16 Mar., 2006
nuuss milene... mto bons seus textos!!! eunaum sabia desses seus dotes de escritora... legal... tem alguns ae que colocando uma melodia sai umas músicas.. uahah logo logo vo tá emprestando alguns textos seus.. mas a gente negocia a sua autoria dae.. uhahah bejaum
Carol - 20 Mar., 2006
Temos todos que nos libertar das correntes. Estamos na caverna de Platão.
Sua tocante poesia foi útil e sinceramente confortante. Às vezes, sem saber como, o escritor toca o leitor naquilo que lhe é mais íntimo.
Lindo, lindo!
Vou voltar sempre!
Beijão
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