Conseguiu ver o sol?
Eu não...
Mas eu me lembro dele
De senti-lo me fazer transpirar enquanto corria,
brincava, pulava
Era quente, tão amarelo
Você vê o dia?
As pessoas andando na rua
Correndo
Tranquilas, de qualquer forma
As crianças indo e vindo da escola?
Brincando
Eu não...
Mas eu me lembro disso
E eu gostava de caminhar e sentir as respirações
Os pensamentos
Tantas faces,
Tantos sorrisos e melancolias
Eu me imanava na tempetatura e ia....
Eram muitos pensamentos
Quando chega a primavera você vê as árvores?
Em todos seu colorido e esplendor
Magnânimas!
O sol as ilumina mais ainda e isso... Ah isso...
Bom, eu não...
Mas eu as via, e lembro que parava a ver
E ficava por um bom tempo
Observando os troncos, fortes, alguns machucados, mas que
Resultavam por fim em flores e folhas tão lindas
E eu respirava tranquila à sombra
...
Você toma sorvete?
Chocolote com caramelo, ou maracujá tanto faz
hmmmmm... com "m" bem forte pra dar fome
Que vontade!
Eu não...
Mas eu já fiz isso
Já ri e rio ainda muito de coisas tão "insignificantes" (?)
Que me faziam e fazem tão feliz
Conversas demoradas com amigos
Colos e choros e brincadeiras
E muito sorvete
...
Você já sentou num banco de praça?
Várias madeirinhas tentando fazer um paralelo entre si
Pregos e finalmente um banco,
E dali se pode apreciar o mundo
Bom, eu? Não mais...
Mas eu também já fiz isso
E escrevia sentada no banco, observando as pessoas, as ávores,
as flores, o sol...
Posso fazer tudo isso hoje também
Eu posso!
Mas quatro paredes, e uma máquina me impedem de ver o sol
ElfaNaja
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...
Nada a declarar
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Comentários (2)
Elfa Naja - 12 Junho, 2006
"Coisa arrojada a um canto, trapo caído na estrada , meu ser ignóbil ante a vida finge-se" Fernando Pessoa - O Livro do Desassosego.
Cris - 14 Junho, 2006
querida! primeiro parabens pelo novo layout do blog, ficou lindo!!
ah... eu tbm me lembro de qto nao havia paredes, mas apenas nuvens, escondendo o sol.. qdo a musica das crianças correndo nao era barulho q atrapalha nossa correria diária... qdo o sorvete cheio de chantilly nao engordava... e qdo as arvores podiam ser apreciadas e sua sombra nos convidava a ficar preguiçosamente curtindo o som do silêncio...
e tbm lembro q td isso ainda é presente qdo nos permitimos sair do moto-contínuo do mundo...
mtus bjus....
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