24.6.11
Filtros
Há tempos tenho tentado escrever um texto honesto. Por honesto, entenda aberto, um texto no qual eu pudesse deixar todas as minhas verdades fluírem pelos caracteres sem qualquer resquício de poder sobre eles, como se minha coisa pensante pudesse soltá-las sem filtrá-las com os tantos adequados que temos na vida. Porém, não consegui. E neste não-ato é que comecei a refletir. Ao que me parece, não posso mais desvencilhar-me de filtros. Não posso mais.
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Mas e aí?
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